Prendedor de roupa

Estava pensando em um texto gigantesco com toda a qualidade de uma literatura na qual eu ainda não tenho, mas sei que posso desenvolver um texto muito objetivo, claro e tocante.

Imagine um varau de roupas no qual há alguns lençóis brancos de uma malha fina sendo secados ao sol e um ventro ainda mesmo brando consegue levanta-los e fazer umas ondulações naquele céu azul e límpido, nesse caso podemos imaginar em qualquer lugar esse céu, eu imagino esse céu no Jardim Peri, zona norte de São Paulo, quem por acaso estiver lendo isso pode imaginar isso no Jardim Ângela, ou Catete, Jericoacoara, Exu, Contagem, Alecrim, Cidade Satélite e tals.

Mas aonde eu quero chegar? Quero falar sobre amigos, existem muitos… Que consideramos amigos, mas mesmo esses amigos talvez não nos considere amigos desses amigos. Mas ali bem no fundo ainda insistimos em acreditar que pode ser diferente, mas no meio de tantos amigos existem aquele lençol, que no qual nós prendemos e pode passar o furacão que for, nós não soltamos.

A briga do vento que traz todas as dificuldades, que são elas os estudos e o afastamento, novas amizades e o afastamento, os amores e os afastamento, a distância e ainda mais o afastamento, a posição política e o afastamento e a morte e disso não tem como se afastar.

Quando eu gosto de alguém, eu prendo com toda a força esse meu lençol… Mas tem coisas que derrubamos, um motivo é porque cansamos de segurar lençóis que pesam em nossas vidas e botamos a culpa no vento dizendo que ele mudou a direção, mas na realidade e que cada um teve a culpa desse peso e ninguém admite quem estava errado ou não.

Esse texto está muito dramático, mas eu precisava trabalhar essa analógia de pessoas com prendedores e lençóis.

Até porque, essa ideia me veio no Domingo, dia 09 de Julho depois da apresentação que vi da Orquestra Juvenil de Heliópolis e de brinde teve a participação especial da Pitty.

Essa foto não foi a melhor, mas é que eu achei mais simbólica, por causa da lua.

Outro motivo é que eu encontrei com pessoas especiais para mim. O meu primo Eduardo e o Gui, e faz um tempo que não vejo esses dois, o vento já bateu tanto nesses dois que acho difícil eu soltar por qualquer coisa.

Espero que eu nunca solte.

Aliás eu poderia falar do meu primo, mas um dia eu falo dele… Acho que ele nem se importa com isso, quero falar do Gui, mas não pode ficar maçante e repetir o que já falei, mas ele, acredito que ele sabe que só tenho elogios para falar dele.

Bom, sem delongas aqui uma foto nossa, que tantas vezes por aí nunca tiramos fotos juntos,e pelo destino finalmente  conseguimos, aqui cabe e digo que ele é o lençol mais bem preso que já segurei e se um dia ele quiser se soltar fique a vontade, porque os momentos bons que passamos juntos são tão memoráveis que já me causa saudade demais ♥.

É isso.

Pagliacci/ O carinho das mãos

Ontem eu assisti Pagliacci da companhia Lá Minina, peça sensacional… Roteiro, atores, luz, som, cenário completamente impecável, artes circenses, o circo,  palhaço é tudo muito  é tudo muito é tudo muito é tudo muito mágico, são muitos muito no qual não classifiquei nenhuma vírgula. Mas nesse caso também específico, cabe ressaltar a agradabilíssima companhia incrível do Luiz Henrique.

Enfeitando com mais ensejo esse texto, vamos supor que quando eu atento a peça, encostei acidentalmente minha mão na dele, aí ele encostou na minha e aí quando vimos estávamos de mãos dadas, achei tão fofinho… Fazia muito tempo que eu não pegava a mão com tanto afeto, parecia aquelas ciganas tentando adivinhar o futuro nas mãos, o carinho das mão… 

Teve uma parte dessa vida, que eu dei um beijo na mão dele, só me deu vontade de fazer isso… E teve outra parte da vida que eu dei um beijo no rosto dele, e teve uma outra parte da vida que ele deu um beijinho no meu ombro, acredito que foi pro recalque passar longe.

Mas só ficamos só nisso, talvez porque a política não favoreceu o movimento… Política da timidez, porque eu sou tímido, ele é tímido, o mundo é tímido, todos os tímidos do mundo mora em nós, isso porque vimos uma peça descontraída, com uma história com muitos amores.

Acredito que por enquanto é somente isso.

Peneira do mundo

Na vida a gente conhece diversas pessoas, de todas às maneiras, seja no ônibus, no metrô, na faculdade, nas filas, bares e por aí vai. No mesmo sábado que vi BR-Trans conheci um rapaz, antes disso tudo… Comecei a conversar com ele em um app chamado Hornet, qual qual é uma vitrine de caras que surgem próximo de você, e aí… Se der certo bora conversar, encontrei o perfil do Luiz Henrique quando eu estava no Ibirapuera esperando pra assistir uma peça chamada “Contrações”, toda vez que lembro daquela peça eu fico fascinado, a peça é boa demais, foi no dia 18 de Junho que vi a peça, que eu fui pra parada e aí depois eu fui ver a peça.

Sei que eu mandei um OI pra ele, aí então ele não chegou a me responder de imediato, só sei que fomos conversar um pouco mais quando eu cheguei em casa, acho que isso depois depois da meia-noite, mas só acho.

Só sei que conversamos a semana inteira, e decidimos ver BR-Trans e por fim nos conhecer.

Antes de criar uma ode, vou explicar uma coisinha, normalmente nessas vitrines de app, existem pessoas que buscam padrões que em muitas vezes eu não me encaixo seria como “achar um homem de tv que veste a perfeição”, e muitas vezes começa com um papinho e depois às palavras se morrem.

Uma ode agora.

Sobre o Luiz Henrique, ele é um pouco menor que eu… Porém não falei onde combinamos em nos encontrar, dentro do auditório Ibirapuera, quando eu cheguei lá ele estava sentado, deixei ele esperando por uma hora, claro que não foi de propósito, foi o ônibus, os semáforos, o excesso de pessoas que precisam pegar o ônibus, a 23 de Maio, o Elefante tudo.

Sobre o Luiz Henrique, ele é um pouco menor que eu, e no dia quando nós nos abraçamos eu senti o perfume dele, maravilhoso o cheiro. O jeitinho dele todo tímido e encantador, ele fez teatro no Recriarte e sabe conversar e tem diversos assuntos interessante e inteligentes.

Ainda não sei muito sobre ele, mas o que eu já percebo é que se depender de mim, podemos ser ótimos amigos. E que é possível peneirar pessoas legais onde é difícil achar pessoas que em muitas vezes só vem com papos vazio.

Br-Trans

Esse é mais um de tantos outros textos que escrevo, por que comecei assim? Pra dar uma atenção maior.

No sábado dia 24 assisti uma peça chamada Br-Trans, incrível… Que traz depoimentos de travesti e transsexuais, que é esplêndida, tem humor, tem drama e eu muito sensível que sou, caíram umas lágrimas.

No começo desse ano assassinaram uma travesti no Ceará, uma de tantas que há nesse país o nome dela Dandara, nome forte de quem coloca a cara pra bater e não tem vergonha de ser feliz porque é. Fizeram o corpo dela de saco de pancada, dando pauladas, agredindo com pedras, homens que em sua alcateia se sentem machos pra enfrentar um adversário sozinho, porque em bando são valentes e indestrutíveis e toda a barbaridade que fizeram com Dandara, colocaram na internet, pra mostrar os seus caprichos. No final, Dandara é morta a queima roupa e o que fazemos?

O que podemos fazer?

Cadê as autoridades?

O corpo de Dandara é uma ocupação para lutarmos contra esse machismo desarcerbado, que às pessoas continuam a cultivar de uma forma burra e ideias burras e egoísmo burro.

A peça BR-Trans deveria ser levada para bairros mais periféricos, onde a captação de cultura é baixíssimo, porque ainda levando para o auditório Ibirapuera mesmo com o preço baixo, ainda não atinge o público certo. Teatro não é para atingir quem tem fácil acesso ao parque e condições de pagar o valor simbólico, essa peça tem tudo para ser mostrada no Centro Cultural da Juventude, nos CEUs de São Paulo, nas casas de cultura, talvez eu quisesse demais. Com certeza essa peça já passou por tantos lugares que seria injusto, da minha parte dizer essas coisas, mas quero ver essa peça sendo abrangente, podendo abrir mentes e fazer tantos por aí pensar fora da caixinha.

Eu não sei o que uma travesti e transsexual sente, o quão é difícil elas se colocarem dentro dessa sociedade machista, transfóbica que só vem mostrando mais ódio por quem é diferente.

Esse assunto é tão grande, é tão sensível que eu preciso realmente conhecer, quero muito que todos possam ter a mesma oportunidade de sair do Jardim Peri, Vila Dionísia, Interlagos e onde for, para ver e sentir que o teatro não é só subir no palco, mas representar uma vida que esquecemos de perceber.

Clarice Falcão

Ontem eu fui num show que há muito tempo queria ir, Clarice Falcão… Ela é bem tímida no palco, mas isso não tira o fabuloso brilho que ela possui, show bem divertido.

Talvez essa não tenha sido a melhor foto que tirei dela, mas o show não foi feito pra tirar foto ou gravar, mas sim para curtir, nas tantas da vida eu curti, tirei foto e filmei.

Hahahahah ❤

Não consegui resistir, fui sozinho… Mas isso não importa, porque pra eventos assim eu nunca me atraso, é um privilégio que venho conquistando, apesar que o show começou atrasado, affws. Não gosto que nada comece atrasado, porque tem tantas pessoas que chegam mais cedo do que eu pra pegar o melhor lugar e aí o show começa atrasaso, falta de respeito, acredito que ninguém gosta.

Queria te dizer que esse amor todo por você, ele é irônico é só irônico.

Ela abriu o show com essa música, que é um amorzinho, e do cd… Melhor dizendo, do álbum “Problema Meu”, mas ela também cantou músicas do primeiro álbum, a minha favorita é “Eu esqueci você”

E desde que eu te esqueci tá tão bom sem você, você ir fez tão bem por aqui, desde que eu te esqueci eu tô tão outro alguém…

Aaaaaaaaaaaaaaaaaaah 😍

Pois então, isso porque eu pensei… Não vou, não devo, mas por fim a vaidade foi maior, curti o show, de verdade e se eu tivesse com alguém talvez eu gostasse um pouco mais, porque sair de um evento assim e não falar das percepções é chatonildo demais.

Eu também queria ir no show da Gal, mas… Vá que eu vá.

Veremos.

Dramático

Porque será que às vezes eu acho que sou o problema, ninguém sabe o que eu passo, porém o que explícita sempre, quando eu escrevo algo o Facebook ou o meu jeito de dizer às coisas, pois é… É drama demais e eu juro, quero deixar de ser dramático, mas isso parece um vício, parece que eu só funciono desse jeito, porém essas cenas não prejudicam ninguém, só demonstra o quanto eu sou carente.

Hoje na parada nada de novo, um monte de gente se empurrando e é claro, que eu nunca iria encontrar um amor por ali, logo eu, justo eu… Azarado quê sou.

Nem sei porque estou escrevendo isso, só estou demonstrando o quanto eu sou dramático e fim.

Agora vou ver uma peça, pra variar sozinho… Porque eu não tenho muitos amigos, tenho pessoas que tem um carinho por mim, mas nem todos da pra chamar de amigos.

Empatia

Agora eu estou com dois diários, esse daqui é um físico mesmo, não existe necessidade de escrever os dois, porque cada um é diferente.

Vou dizer o que acontece com meu coração, porque eu estou no ônibus e é nessas horas que olhamos pra dentro, porquê é muita paisagem e muito passageiro e eu não sei por onde começar.

Até sei, mas nesse momento eu estou indo pra parada do orgulho LGBTT, claro de São Paulo, vou tentar me distrair, mas será que eu vou conseguir? Me pergunto isso.

O que acontece comigo não é um assunto muito novo por aqui, é sobre coisas do coração, que só sabe querer e nunca ter coragem para dizer o que realmente sente, na noite de quarta-feira para quinta-feira decidi mandar uma mensagem pro Michael, dizendo pra ele me chamar pra quermesse (risinhos), isso depois de muito tempo sem falar com ele, a última vez que eu o tinha visto foi quando ele foi na drogaria, passar pra dizer um OI, e é claro, faz um tempinho… Não muito, mas o suficiente para deixar com saudades.

Então, ele respondeu a mensagem dizendo que tava com saudades e blablabla, e mandou um link com relação das quermesses que acontecem por aqui, só que na quinta-feira feira acabei decidindo ir pra feirinha LGBTT do vale do Anhangabaú, então ficou combinado dele passar na drogaria e irmos direto pra lá.

Entretanto ele foi acompanhado de um rapaz, aparentemente tímido mas com muita luz a sua volta, Gustavo… A princípio já vi que não se tratava de um só amigo, mas alguém que ele se encantou de um jeito brilhante que nem um diamante, nunca tive um diamante, porém pela cara do Michel (Escrevo Michael e Michel se referindo a mesma pessoa, tenho licença poética para isso), da pra saber como é ter um diamante somente pelo semblante tranquilo e maduro de que está fazendo a coisa certa.

Conversei com ele, e é bem provável que ele também esteja gostando dele.

Só que, na feirinha encontrei um amigo o Jair que faz muito tempo que eu não o vejo, mas um dia eu falo dele aqui.

Na feirinha acabamos entrando numa muvuca, que pela infelicidade do Gustavo, furtaram o celular dele e acabei me perdendo do Jair.

Já não havia mais clima pra estar ali, o Gustavo chateado, o Michel tranquilizando ele e eu ali, sendo a Lupita do Rebelde.

Fomos ali próximos da praça de República pra tomar um sorvete, e continuamos jogando conversa fora, até decidir ir embora, rolê sem muitas emoções.

Eu ando tão a flor da pele, que eu poderia dizer o quantas oportunidades eu perdi por não falar o que eu sinto pro Michael, por mais que não fosse recíproco, eu preciso ter mais coragem não sofrer por questões que poderiam ser solucionadas por uma conversa, o importante é ele está bem, e ser tratado bem, já que eu não pude dar isso, por medo e falta de coragem, espero que outro alguém faça isso, com com muito amor e dedicação.

Não é só isso, mas só tenho isso pra dizer.